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Reposição hormonal engorda?

Caixinhas com as letras H, R e T
01 set, 2021

O ganho de peso é um dos tópicos mais discutidos entre o público que faz ou quer fazer o procedimento

Muitas dúvidas ainda aparecem quando é discutida a realização da reposição hormonal, sendo que uma das principais é se a reposição hormonal engorda.

Este tipo de terapia é realizado para tratar um dos principais efeitos da menopausa: a diminuição dos níveis de progesterona e estrogênio. Por isso, o tratamento ajuda a repor os hormônios em questão por meio da administração de medicamentos — que podem ter a forma de comprimidos ou adesivo aplicado diretamente na pele.

Identificado pela sigla TRH, o Tratamento de Reposição Hormonal contribui para aliviar o desconforto característico desse período da vida, que afeta significativamente o bem-estar feminino. Entretanto, a reposição hormonal se trata de um assunto controverso, pelos riscos que pode gerar na saúde da mulher e dos mitos em seu entorno.

Entre eles, está a concepção errônea de que a reposição hormonal engorda. É importante ressaltar ainda que a reposição hormonal pode ocorrer em outros momentos da vida seja do público masculino ou feminino. É condição comumente tratada pela medicina integrativa.

Reposição hormonal engorda: mito

A ideia de que a reposição hormonal engorda se deve, na verdade, ao fato de que ganhar peso é realmente uma possibilidade para as mulheres na faixa dos 50 anos, mas a causa não é a terapia hormonal.

Ao contrário: a falta dos hormônios causada pela menopausa, que são restituídos por meio da TRH, causa a desaceleração do metabolismo e consequentemente gera um ganho de peso. Isso se deve também à função dos estrógenos, que equilibram o balanço energético e o metabolismo.

Por isso, não é possível afirmar que a reposição hormonal engorda, mas que acontece em um período da vida feminina em que isso é uma consequência natural.

Quem deve fazer reposição hormonal?

Se levarmos em consideração apenas que o tratamento de reposição hormonal é voltado para mulheres que estão experienciando a menopausa, ele geralmente é indicado para o público feminino na faixa etária de 40 a 55 anos, idade em que os sintomas começam a aparecer.

É importante ressaltar, contudo, que o período da menopausa depende de mulher para mulher, e pode acontecer precocemente, antes dos 40 anos.

Atualmente, a reposição hormonal é considerada uma subespecialidade da ginecologia, endocrinologia e clínica geral. Portanto, para mais informações e consultas, é preciso buscar os profissionais que atuam nesses campos da saúde.

Mas como mencionado, outra situações podem demandar a reposição hormonal. Logo, consultar-se com médicos especializadas em medicina integrativa e endocrinologistas ajuda a identificar a necessidade, ou não, desse tratamento.

Quais são os riscos de reposição hormonal?

Outro motivo das discussões acerca da reposição hormonal são possíveis riscos que o procedimento pode gerar, principalmente relacionados a uma maior incidência de casos de câncer de mama e câncer de endométrio em pacientes.

Contudo, também há registros de que essa terapia apresenta muitos benefícios, tais como:

  • Prevenção da osteoporose, da demência e doenças cardiovasculares;
  • Melhorias no ciclo do sono;
  • Diminuição da depressão.

Entender o estado real do seu organismo te dá a liberdade de repor um hormônio quando baixo e ter a certeza de que ele irá para o local que está faltando. Os hormônios são sempre a cereja do bolo, mas não tem como colocar a cereja para enfeitar o bolo, antes de tirar o bolo do forno.

Os benefícios e malefícios vão depender da estrutura inicial. Ou seja, ser avaliado por um médico que veja o seu corpo como um todo, individualmente, faz diferença no tempo de introdução dos hormônios e na dosagem a ser seguida, colhendo benéficos ou malefícios.

Quais os medicamentos para reposição hormonal feminina?

Partindo do princípio de que o tratamento realiza a reposição dos dois hormônios citados, existem duas principais abordagens para realizar isso: a terapia que combina estrogênio com progesterona e a terapia na qual é utilizado apenas um hormônio isolado.

Essas são as suas diferenças:

  • Estrogênio + progesterona: são usados remédios com progesterona natural ou uma versão sintética dela, combinada com estrogênio.
  • Progesterona: são utilizados progestágenos ou progesterona, isoladamente. Isso pode ser uma deficiência precoce, as vezes até em mulheres antes da menopausa.
  • Estrogênio: nessa terapia são utilizados medicamentos contendo apenas estrogênio, como estradiol, estrona e mestranol.

Quais hormônios serão selecionados para o tratamento, assim como a dosagem aplicada, o tempo de uso e todos os pormenores do TRH devem ser atribuídos pelo médico responsável, após avaliação rigorosa e individual.

Respondemos sua dúvida sobre o mito de que a reposição hormonal engorda? Então, continue nos acompanhando para mais conteúdos importantes e dicas de saúde. Entre em contato e agende uma consulta na Clínica RRufato para saber mais a respeito de terapias de reposição hormonal e tirar suas dúvidas sobre o tratamento.

Fontes:

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia;

Clínica RRufato.